O Hospital de Urgência de São Bernardo do Campo - HU, foi projetado para substituir o Hospital e Pronto Socorro Central “José Tudo Azul Ginez Ramble”, cuja capacidade de atendimento historicamente apesar de várias intervenções ao longo dos anos, tornou-se obsoleta, inadequada e insuficiente às necessidades atuais. Às vésperas de sua inauguração e frente a situação epidemiológica e sanitária imposta para o enfrentamento da Pandemia pelo Coronavírus, fez-se necessária ressignificação de seu propósito, com adaptação das instalações e dos equipamentos para suprir a necessidade premente de leitos de UTIs e Enfermaria em nosso município, visando anteder a demanda exclusivamente à população em tratamento acometida pela doença. Inicialmente, o desafio foi quebrar paradigmas para repensar toda estrutura do equipamento, que estava preparada para se manter como hospital de porta aberta e elemento estruturante na constituição da Rede de Urgência e Emergência (RUE) para o município em um Hospital referência para o atendimento de pacientes infectados pela COVID-19. A área física constituída de 20.596,49 m², antes projetada para o atendimento de urgência e emergência, com salas de choque, salas vermelhas e outras unidades críticas foi adaptada para abrigar leitos de UTI e enfermaria, ampliando a capacidade inicialmente estruturada de 20 para 80 leitos de UTI e 170 leitos de enfermaria.
Priorizar o atendimento à população acometida pela COVID 19 Manter a assistência aos demais agravos Criar novos leitos de UTI Criar novos leitos de enfermaria Adquirir equipamentos de suporte aos leitos que foram criados Ampliar, reestruturar e treinar a equipe de atendimento do Hospital de Urgência Adaptar, adequar e equipar o HU em Hospital de Referência para o tratamento do COVID 19, organizando suas instalações em curto espaço de tempo para atender de forma refrencial e exclusiva os pacientes com COVID-19.
A área física constituída de 20.596,49 m², antes projetada para o atendimento de urgência e emergência, com salas de choque, salas vermelhas e outras unidades críticas foi adaptada para abrigar leitos de UTI e enfermaria, ampliando a capacidade inicialmente estruturada de 20 para 80 leitos de UTI e 170 leitos de enfermaria. Para tanto foi necessária a ampliação do número de equipamentos hospitalares, com complementação de novos ventiladores pulmonares, monitores multiparâmetros, camas hospitalares e demais equipamentos de apoio, em um momento de escassez no mercado mundial pela própria Pandemia. As tratativas com o Governo do Estado e com o Governo Federal foram inúmeras, até que o Hospital pudesse funcionar com 100% de sua capacidade. Estas tratativas viabilizaram a aquisição dos equipamentos com recursos da União e do Estado, principalmente os ventiladores mecânicos. Foi necessário o estabelecimento de estratégias para captar, treinar e reter recursos humanos adequados e de qualidade, ainda mais, diante de uma pandemia, sobre a qual ainda não se tem todo o conhecimento da doença.
Antes da abertura do novo HU, São Bernardo havia se estruturado dentro das unidades hospitalares do município, com adequações e reestruturações internas, disponibilizando leitos exclusivos para tratamento do COVID-19 no Hospital de Clínicas (que abarcou o maior número de leitos de enfermaria e UTI), no HPSC e no HMU (referência no atendimento ao parto e nascimento), totalizando 267 leitos. Desde a inauguração do HU, no dia 14 de maio de 2020, a capacidade da cidade para atendimento dobrou, o que permitiu que o Complexo Hospitalar Municipal absorvesse toda a demanda sem entrar em colapso, com capacidade atual de 517 leitos, entre UTI e enfermaria. Para implantação deste projeto utilizamos conceitos de gestão de processo e estrutura, no intuito de reduzir deslocamentos, aproveitar as funcionalidades de cada área da estrutura hospitalar propiciando um fluxo enxuto e eficaz, com redução de desperdícios, aprimoramento da comunicação resultando em equipes dedicadas, agilidade e eficiência no atendimento ao paciente intermediário e crítico. O primeiro paciente foi internado com COVID-19 no HU, em 15 de maio de 2020, totalizando já no primeiro mês de funcionamento 267 internações , com 157 altas. Atualmente o Hospital já realizou 648 internações e 287 altas domiciliares. A taxa de óbitos hospitalares no HU desde sua abertura reduziu de 15% para 11%.
Para enfrentamento da emergência em saúde pública decretada pela COVID-19 e adaptação do HU, tivemos as seguintes lições aprendidas: • Importância do alinhamento entre a alta gestão com os níveis táticos e operacionais • Que uma situação de emergência sanitária nos mobiliza a ações rápidas e efetivas, mesmo sob grande pressão • Importância de se trabalhar com indicadores epidemiológicos e de gestão confiáveis • Importância do planejamento estratégico com definição de papéis e responsabilidades • Elaboração de estratégicas com avaliação rápida de resultados visando a melhoria contínua e ajustes do processo em curto espaço de tempo • Compartilhamento de saberes e aprendizados das equipes técnicas e operacionais • Importância de comunicação efetiva e de fácil e rápida disseminação • Construção de documentos norteadores de todo processo, incluindo protocolos assistenciais • Importância da aproximação da alta gestão à equipe operacional apoiando e educando frente ao novo cenário, diminuindo os medos e angústia que a pandemia nos trouxe • Ter um olhar diferenciado, com estratégias direcionadas aos grupos de risco, incluindo pacientes e profissionais • Importância de se criar estratégias de aproximação com os familiares.
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