A estratégia de edificar hospitais de campanha vem da necessidade de construir rapidamente unidades hospitalares móveis, que podem ser construídas e desconstruídas celeremente, com o grande objetivo de desafogar os leitos do hospital geral municipal. Os hospitais de campanha de Santo André viabilizaram 400 novos leitos de baixa, média e alta complexidade e estabeleceram enorme diferencial para os outros serviços da rede, funcionando de forma referenciada o HCAMP em 60 dias de funcionamento ofertou mais de 1000 internações com mais de 800 altas, garantindo afago e cuidado à população Andreense. À partir do Plano de Contingência Municipal coordenada pela Secretaria Municipal da Saúde, todos os níveis da rede de atenção à saúde contemplaram seu acolhimento e cuidado humanizado à nova situação. Sem dúvida alguma a construção do plano de contingência elaborado pela equipe gestora trouxe afago e rumo para todos os profissionais da assistência que vem trabalhando incansavelmente para garantir o cuidado ao usuário do Sistema Único de Saúde.
Construir três hospitais de campanha em diferentes regiões do município de Santo Andre para garantir acesso qualificado ao usuário SUS acometido pelo COVID 19
Com reformas estruturais bem estabelecidas na gestão da saúde do Município de Santo André, a capacidade de conceder eficiência e resolutividade na assistência de pequena, média e alta complexidade aos doentes com a COVID-19 é um predicado consumado desta administração. A mistura do planejar, analisar, desenvolver, garantir acesso, preparar, moldar equipe, treinar, sustentar, equipar, enfim verbos que mais do que nunca passaram a fazer parte do dia a dia dessa equipe de gestão e de assistência à saúde numa intensidade que jamais fora vista. A edificação de um hospital que podia acontecer em quatro anos, do dia para noite, se tornou fundamental acontecer de imediato. Uma rede equipada com 7 Unidades de Pronto Atendimento, 32 Unidades Básicas porta aberta, um hospital geral com 298 Leitos e um hospital especializado em saúde da mulher com 116 Leitos não eram mais suficientes. Em 15 dias foi necessário construir três hospitais especializados para o novo coronavírus. O sucesso desta empreitada é resultante da atenta habilidade de reorganizar e reestruturar seus equipamentos frente ao surto infeccioso e devastador dessa pandemia que afeta todos os países sem distinção As ações, fruto da adoção dos fluxogramas de atendimento, protocolos clínicos, epidemiológicos e diretrizes de prevenção, criação de estruturas para qualificação de tratamento e monitoramento aos pacientes com suspeita e ou infecção do novo coronavírus potencializam o sistema, qualificando o acesso.
O primeiro hospital erguido foi desenvolvido sob um ginásio de esportes, o mais famoso da cidade, onde foram levantadas divisórias, parte hidráulica, elétrica e toda estrutura necessária para transformar o ginásio em um hospital de 180 leitos. O segundo hospital fora criado sobre o gramado do famoso estádio Bruno Daniel que já foi palco de diversos jogos importantes na história da cidade. Começar do nada, construir estrutura, hidráulica, elétrica, teto, piso, banheiros, enfim construir sobre o gramado um hospital de 120 leitos sendo dez UTI. O último hospital e não menos importante surge da necessidade de garantir uma estrutura de retaguarda no segundo subdistrito da cidade, também conhecido como “do outro lado do rio”. Onde a população que mora mais distante poderá ter acesso. Todas essas estruturas foram levantadas em tempo subitâneo, jornadas de trabalho incansáveis, incessantes, mistura de vitória por conseguir desenvolver um trabalho humanizado e tristeza em ter que conceder para tal objetivo. O vírus chegou nessa polis, repara-se que não se tratava apenas de uma gripezinha, tal fato levará a tranquilidade e a felicidade de muitas famílias. Santo André, a cidade conhecida pelo crescimento, tem também conquistado enorme destaque em mídias de impacto nacional e internacional, por nivelar-se aos melhores centros médicos mundiais.Vale ressaltar, os pacientes que se encontram internados e por precauções de segurança não recebem visitas mantém de modo virtual esse contato.
Cansaço, exaustão, prostração, abatimento, moedeira, estafa, insônia, esfalfamento, lassidão, debilidade e ignávia se tornaram sensações frequentes e periódicas na rotina dos incansáveis profissionais da assistência, admissão de pacientes, banhos, troca no leito, ligar o cateter, trocar por máscara reinalante, medicar, alimentar, entubar, postrar. Enfim ações que eram realizadas aos poucos no dia a dia do trabalho se tornaram rotina incansável dos Heróis que trabalham de 12 a 24 horas seguidas para garantir uma assistência digna ao paciente. Melhorar a dor, transmitir afeto, resgatar da solidão e trazer para a cura centenas de marias, joão, josé, amalias, suzanas e muitos outros pacientes que distantes das famílias lidam com a realidade de ter se contaminado com a covid-19 . Atualmente e graças aos esforços de equipes altamente treinadas e preparadas a Rede de assistência à saúde municipal conquistou mais de 1.335 altas médicas (acumuladas no período de 17/03 a 03/06). Na certeza de que vidas salvas, são histórias infinitas de paz e conquistas.
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